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  • José Edmar Gomes

SANDER VENTURA apresenta universo autoral, MPB e rock em show digital


Ele é poeta. Escreve poemas e canções, desde muito jovem. Mas também é roqueiro, adora a MPB e, atualmente, está pesquisando o universo caipira, incorporando ao seu reportório peças da dupla Tião Carreiro & Pardinho e Rolando Boldrin, o que tem influenciado suas composições atuais.


“Comecei a pesquisar o universo regional e isso mudou totalmente a minha vida. Tanto é que tenho um show pronto, mesclando minhas composições com músicas caipiras, que acho que o público vai gostar, pois é um resgate da música regional brasileira”, revela.


Neste show, no entanto, ele mesclou seu universo autoral com a MPB, além de uma pitada de rock. A presença do trabalho autoral não é novidade nas apresentações de Sander Ventura. Isso porque ele acha importante os artistas de Sobradinho reavaliarem o repertório autoral.


Sander domina o violão, desde a adolescência e, com o instrumento, trabalha a melodia para seus poemas, que seguem a linha de Alberto Salgado - o premiado instrumentista, cantor e compositor sobradinhense, que tem reconhecimento internacional. As composições anteriores de Ventura, no entanto, são carregadas de rock’n’roll.


O rock Negro gato (Getúlio Cortes) ganha destaque nesta sua apresentação. A música foi gravada originalmente por Renato e seus Blues Caps, em 1964; depois retrabalhada por Roberto Carlos, que a transformou num verdadeiro clássico, no seu famoso disco de capa preta. A música também foi gravada por Erasmo Carlos, Luiz Melodia, Marisa Monte e Iza.


Negro Gato é maravilhosa. Tanto no acústico, como em bandas com mais guitarras. Tudo casa certo. A letra é maravilhosa, meio anedótica, cheia de metáforas. Enfim, é uma bola premiada do repertório do Roberto”, afirma o cantor.


Sander, que se apresentava com frequência em barzinhos, casamentos e festas particulares, viu o mercado se fechar totalmente, neste mês de março, com o recrudescimento da pandemia e com as medidas restritivas do governo para conter o vírus. “A vida dos artistas está muito complicada. O trabalho acabou”, revela.


O artista começou a cantar em grupo de samba, participou de banda de rock, depois seguiu a MPB, na noite, e se integrou ao cast de artistas do ARTE NA PRAÇA, projeto que ele considera - principalmente neste momento de pandemia - um grande apoio social e financeiro para os músicos.


“O ARTE NA PRAÇA, para mim, tem até um lado espiritual, pois quando eu fico sem tocar, me sinto espiritualmente prejudicado. Minha energia muda”, explica Sander, valorizando a oportunidade se apresentar nesta fase digital do projeto.

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