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  • José Edmar Gomes

BOKA DE SERGIPE

Forró, piseiro, “embromation”, alegria e simpatia


Alegria pura, disposição e um grande amor pelo palco. Assim podem ser definidas as apresentações do forrozeiro e tecladista BoKa de Sergipe, que compensam qualquer deficiência pelo domínio de palco, inusitados passos de dança e um cativante bom humor, transformando seu show num verdadeiro espetáculo.


Ele nasceu em Poço Verde, mas iniciou sua carreira de cantor, em 1998, na banda de forró Cuscuz Com Leite, de Boquim-SE, onde passou dois anos. Em seguida, transferiu-se para Os Novos Nômandes, banda de baile, com três naipes de metal, na qual passou mais dois anos, animando todo tipo de festa e cantando jovem guarda, axé, pop e coisas do gênero. Tudo isso na bela Terra da Laranja, como é conhecida a cidade de Boquim.


De Boquim, ele transferiu-se para Aracaju, onde adotou o nome de Bocate e continuou cantando na noite, com banda própria, chegando a ser muito conhecido em todo o estado. Mas, logo se transferiu para Brasília, fixando-se em Planaltina, já com o nome de Boka de Sergipe, onde tocou nos bares do setor tradicional e se integrou à banda Trovões do Forró, de onde saiu em 2008 para vir morar em Sobradinho.


Além de passar a cantar na noite serrana, acompanhando-se nos teclados, o grande Boka (Ele mesmo diz que tem a boca grande) tem se apresentado em megaeventos, como no palco principal do 54º aniversário de Brasília, na Fifa Fan Fest 2014 e no São João do Cerrado, por três anos consecutivos.


A Fan Fest é um evento oficial da Fifa, que oferece shows gratuitos de artistas locais e de grandes nomes da mídia nacional, durante todos os dias de jogos da Copa do Mundo. Boka se apresentou na noite de 1º de julho, no mesmo palco onde se apresentaram Daniela Mercury, Ellen Oleria, Moraes Moreira, Cristiano Araújo e Harmonia do Samba, no Taguaparque.


“No São João do Cerrado, comecei tocando nas ilhas, mas me filmaram e mostraram para a organização do evento, que gostou da minha performance e me levou para o palco principal, de 15 m². Numa noite, cantei logo após os Aviões do Forró, para cerca de 100 mil pessoas”, comemora Boka.


O cantor, apesar de conquistar de imediato o público onde se apresenta e de já ter gravado 15 CDs, ainda não alcançou o sucesso que merece com seu trabalho autoral. Segundo ele, o sucesso só vem se a música tocar no rádio e, “para isso, é preciso ter grana para financiar a divulgação”, o famoso “jabá”.


Mesmo tendo músicas compostas em parceria com gente famosa, do padrão do radialista e cantor Edelson Moura, Boka ainda precisa se apresentar em bares e em todo tipo de evento para “garantir o leite das crianças”.


Ele, no entanto, está preparado para “o que der e vier”, mantendo-se sempre atualizado. ”Meu repertório é top de linha, eu vou de Gonzagão aos Barões da Pisadinha”, garante o forrozeiro.


Boka surpreende o público também, quando, no melhor estilo “embromation”, interpreta hits do Dire Straits, como Walk of life, e What a wonderful world , de Louis Armstrong, transformando-se num verdadeiro showman que arranca gostosas gargalhadas na plateia.


É este artista simpático, descontraído, carismático, humilde e sincero que, ao lado do acordeonista, Guilherme Santos, gravou, na noite de 13 de abril, sucessos de Fagner, Wesley Safadão, Barões da Pisadinha, Tarcísio do Acordeon e até hits internacionais, aprontando um verdadeiro “piseiro”, no show que vai ar ao nas próximas semanas, pelo canal https://youtube.com/c/Artise, do YouTube, às 20h.



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