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  • Jose Edmar Gomes

UI! MULHERÃO

Coletivo qualifica mulheres para empreender

-- Não estamos em luta contra os homens. Simplesmente somos a maioria e precisamos de mais espaço para termos voz e capacitarmo-nos para melhorar nossos empreendimentos. Isso acontecendo, quem ganha é a sociedade.


A ponderação vem da publicitária e estudante de biomedicina, Érica Santos, que é diretora da agência New Vides Digital, moradora de Sobradinho, fundadora e coordenadora do coletivo UI! MULHERÃO - Mulheres que inspiram, com objetivo de capacitar e conectar mulheres, por meio digital, auxiliando-as na montagem e melhoria dos próprios negócios.


Érica adverte que, longe de ter um significado pejorativo, o Ui! Mulherão é um grupo de mulheres empreendedoras (ou que querem empreender) que se uniram para trazer novidades para Sobradinho, às próprias custas, sem nenhuma entidade ou associação que as apoie. (Pelo menos, até agora).


“Somos mulheres que se firmam, não pela roupa que vestimos ou pela cor do batom que usamos.


Somos estudantes, profissionais e donas de casas... enfim, somos mulheres independentes, em busca de novas oportunidades, que querem empreender,” explicou Érica Santos ao repórter, durante a Feira da Arte e Direitos Humanos, na Praça das Artes Teodoro Freire de Sobradinho, após palestrar para dezenas de mulheres, no domingo 27 de março.


DIÁLOGO

Érica Santos esclarece que as relações dentro do grupo são construídas pelo diálogo, que reforça o valor do empoderamento feminino que, segundo ela, não é a mulher atrair atenção ou olhares porque usa batom vermelho ou roupas extravagantes, como as pessoas imaginam.


O empoderamento feminino é alcançado, segundo Érica, quando a mulher é capaz de falar, de ter voz, independentemente do meio onde ela vive. Para ela, a melhor forma da mulher se expressar é através do trabalho autônomo.

“É o empreendedorismo que consegue dar voz à mulher”, afirma.

A palestra de Erica Santos às mulheres de Sobradinho foi uma das mais concorridas da praça


Mas Érica, no entanto, observa que uma anomalia tem prejudicado as mulheres que pretendem empreender: ”A falta de capacitação mata seus negócios, logo no início. É neste aspecto fundamental que o coletivo UI! MULHERÃO quer quebrar paradigmas.”


A publicitária diz que este é um desafio que tem que ser quebrado e as mulheres devem ter em mente que isto se viabiliza, mais rapidamente, com a ajuda mútua, uma das razões principais da existência do UI! MULHERÃO, que conta com a expertise de várias participantes.


ENCONTROS

Érica Santos informa que o empoderamento das mulheres de Sobradinho começa a partir de encontros, realizados em locais onde seus produtos podem ser expostos e seus serviços oferecidos.


”Somos mulheres comuns, mas consideramo-nos mulherões porque somos fortes o bastante para irmos atrás dos nossos sonhos”, afirma a liderança feminina que lamenta o fato de certas mulheres não poder sequer trabalhar fora, devido aos ciúmes e sentimento de posse dos maridos. comportamento que ela considera inadmissível para os dias atuais.


A empoderadora louva as leis de proteção às mulheres, mas realça que elas (as mulheres) precisam ser encorajadas a melhorar na sua intimidade e nas relações sociais e, embora, este não seja o foco do coletivo, esta melhora se dá através do diálogo entre as próprias mulheres.


“Agente se reúne e conversa. Aos poucos, vamos trazendo os maridos, filhos, namorados, irmãos e a família. Agente não tem um discurso feminista, mas um diálogo de igualdade e respeito.”

Erica reuniu dezenas de mulheres para ouvir sua palestra sobre empreenderorismo feminino


CERVEJA

A visão do Ui! MULHERÃO, segundo Érica, é que a sociedade evoluirá com o crescimento da mulher.


Para isso, o grupo já pensa em fazer um trabalho com as crianças para que elas já cresçam com a visão de que a mãe deve dividir sua atenção com a família e com o trabalho.


Para a publicitária, a sociedade tem um julgamento muito rigoroso da mulher, enquanto é totalmente complacente com o homem. “Se a mulher tomar uma cerveja com as amigas, será considerada relapsa com a família. Já o homem pode, porque trabalhou o a semana inteira, está cansado e merece relaxar”, exemplifica.

Para a coordenadora do coletivo, a mulher não é objeto para ser posse de ninguém:

-- Ela é um ser humano que merece o mesmo respeito que o homem merece, assim como as lésbicas e trans.


“Independentemente de sexo, tem que haver respeito e conversa. Ninguém é de ninguém, agente precisa é respeitar o próximo”, encerra Érica Santos.


+ As mulheres que quiserem conhecer melhor o UI! MULHERÃO devem acessar o site www.uimulherao.com.br; ui mulherao, no Instagram; ou no Face Book.


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